O conhecimento teórico e a supervisão clínica constituem-se nos principais pilares da formação do psicoterapeuta.
A Psicoterapia é um método que pressupõe treinamento e desenvolvimento de habilidades técnicas que envolvem, de modo permanente, a prática clínica. Parte-se do pressuposto que terapeutas, sobretudo aqueles em período de formação, devem trabalhar a si mesmos, estudar e ter acesso à supervisão, constituindo, assim, um conjunto de boas práticas que podem melhor qualificar sua atuação.
A supervisão clínica de terapeutas em formação por profissionais mais experientes – relação de supervisão – contribui para o desenvolvimento de uma identidade profissional e de uma atitude terapêutica consistente. O jovem profissional vai, aos poucos, descobrindo e construindo, a partir dos próprios questionamentos e inseguranças, uma forma própria de ser terapeuta. É nesse processo de desenvolvimento pessoal e profissional, por meio da integração entre teoria, técnica e prática, que se dá a formação do psicoterapeuta.

No contexto da Supervisão Clínica ocorre a articulação entre o conhecimento teórico e o que é experimentado na relação terapêutica, tornando-se este espaço o principal meio para o desenvolvimento do terapeuta iniciante.
O intercâmbio entre teoria e prática, a apropriação da técnica e o suporte para a reflexão sobre o próprio papel (terapeuta) na relação com o outro (cliente) tornam a relação de supervisão uma facilitadora do processo de formação e aprendizagem.
A Supervisão Clínica pode ocorrer individualmente ou em pequenos grupos, tanto para profissionais em formação como psicoterapeutas como para profissionais que atuam em Saúde Mental no contexto institucional.
